
Sábado, depois de uma tarde fútil de compras, resolvi sentar-me serenamente, numa esplanada nas Antas, na companhia dos meus melhores amigos: óculos de sol e café.
E assisti a uma cena ridiculamente deliciosa.
Virando o meu olhar para a porta do café, reparei que, numa outra mesa ao ar livre, num rapaz, talvez vinte e muitos anos, olhos negros e ansiosos, que olhava fixamente e insistentemente na minha direcção. Evitei dirigir-me novamente para ele: o rapaz parecia mesmo perturbado. Sendo servida pelo empregado, voltei a espreitar: estava de telemóvel na mão, olhando segundo para o visor, segundo para a minha direcção. Mas afinal que raio se estava a passar? Absolutamente nada, afinal eu estava numa mesa mais próxima à saída da esplanada. Pois claro! " Ele está à espera de gaja, típico."
E ela lá apareceu, ao telemóvel, carregadinha de maquilhagem, fazendo-mo lembrar uma daquelas namoradas dos futebolistas que aparecem nas revistas a dizer “Confirmo, estamos separados.” Ou “ Vou abrir o meu negócio.” ( já repararam que elas todas têm um negócio? Muito bom).
Gosto muito de inventar estórias observando anónimos. Farto-me de rir sozinha. Imaginei logo: “ Ora bem: engate da noite passada, sexta à noite, copos e embriaguez… Hum… Ressaca e arrependimento.” Que coisa horrível, queridas divas, assumo a minha costela de voyeur! " Que se lixe, com os meus óculos de sol XL o meu semblante passa despercebido."
A rapariga-com-ar-de-namorada-de-futebolista sentou-se na mesa do lunático, extasiado com a visão da deusa exposta à sua frente, areia demais para o camião dele, ainda conversando no telefone. E aí aconteceu a quebra: ao tentar beijá-la na boca, ela esquivou-se, ignorando-o. Coitado. Não sei que vos diga, mas ela imediatamente ofereceu-lhe uma resposta quase como uma estalada. E assim continuou.
Mas o cromo não deixava de tentar, patético, até que eu desviei o olhar, curiosidade mexeriqueira. Então, ouviu-se em todas as mesas:
- Não acreditas em eu só penso em ti?
Ela levantou-se e abandonou a cena. Como no teatro; e toda a gente a assistir.
Nada. Assim foi. Toda coquette, voltou talvez para o futebolista que, em vez de conversar, prefere, como poderei dizer?... Namorar.
O género masculino, o Marte, ainda não percebeu que quem força uma mulher é como que acordar uma Amazonas dentro dela. Cómico, não é? Mas verdadeiramente qualquer uma de nós é mais bonita sendo livre do que assumindo flirt´s com rapazes idiotas, quase que doidos, que culpa temos? Somos assim!
Ele acabou por ir embora sozinho.
E eu paguei o café.
Sai da minha aba, sai para lá
Sem essa de não puder me ver
Sai da minha aba, sai para lá
Não aturo mais você
E assisti a uma cena ridiculamente deliciosa.
Virando o meu olhar para a porta do café, reparei que, numa outra mesa ao ar livre, num rapaz, talvez vinte e muitos anos, olhos negros e ansiosos, que olhava fixamente e insistentemente na minha direcção. Evitei dirigir-me novamente para ele: o rapaz parecia mesmo perturbado. Sendo servida pelo empregado, voltei a espreitar: estava de telemóvel na mão, olhando segundo para o visor, segundo para a minha direcção. Mas afinal que raio se estava a passar? Absolutamente nada, afinal eu estava numa mesa mais próxima à saída da esplanada. Pois claro! " Ele está à espera de gaja, típico."
E ela lá apareceu, ao telemóvel, carregadinha de maquilhagem, fazendo-mo lembrar uma daquelas namoradas dos futebolistas que aparecem nas revistas a dizer “Confirmo, estamos separados.” Ou “ Vou abrir o meu negócio.” ( já repararam que elas todas têm um negócio? Muito bom).
Gosto muito de inventar estórias observando anónimos. Farto-me de rir sozinha. Imaginei logo: “ Ora bem: engate da noite passada, sexta à noite, copos e embriaguez… Hum… Ressaca e arrependimento.” Que coisa horrível, queridas divas, assumo a minha costela de voyeur! " Que se lixe, com os meus óculos de sol XL o meu semblante passa despercebido."
A rapariga-com-ar-de-namorada-de-futebolista sentou-se na mesa do lunático, extasiado com a visão da deusa exposta à sua frente, areia demais para o camião dele, ainda conversando no telefone. E aí aconteceu a quebra: ao tentar beijá-la na boca, ela esquivou-se, ignorando-o. Coitado. Não sei que vos diga, mas ela imediatamente ofereceu-lhe uma resposta quase como uma estalada. E assim continuou.
Mas o cromo não deixava de tentar, patético, até que eu desviei o olhar, curiosidade mexeriqueira. Então, ouviu-se em todas as mesas:
- Não acreditas em eu só penso em ti?
Ela levantou-se e abandonou a cena. Como no teatro; e toda a gente a assistir.
Nada. Assim foi. Toda coquette, voltou talvez para o futebolista que, em vez de conversar, prefere, como poderei dizer?... Namorar.
O género masculino, o Marte, ainda não percebeu que quem força uma mulher é como que acordar uma Amazonas dentro dela. Cómico, não é? Mas verdadeiramente qualquer uma de nós é mais bonita sendo livre do que assumindo flirt´s com rapazes idiotas, quase que doidos, que culpa temos? Somos assim!
Ele acabou por ir embora sozinho.
E eu paguei o café.
Sai da minha aba, sai para lá
Sem essa de não puder me ver
Sai da minha aba, sai para lá
Não aturo mais você