quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Viagem de Trem


Dia desses, li um livro
que comparava a vida a uma viagem de trem.
Uma comparação extremamente interessante, quando bem interpretada.

Interessante,
porque nossa vida é como uma viagem de trem,
cheia de embarques e desembarques,
de pequenos acidentes pelo caminho,
de surpresas agradáveis com alguns embarques
e de tristezas com os desembarques...

Quando nascemos, ao embarcarmos nesse trem, encontramos duas pessoas que,
acreditamos que farão connosco
a viagem até o fim:
nossos pais.

Não é verdade.
Infelizmente, em alguma estação,
eles desembarcam, deixando-nos
órfãos de seus carinhos, protecção, amor e afecto.

Mas isso não impede que, durante a viagem,
embarquem pessoas interessantes
que virão ser especiais para nós:
nossos irmãos, amigos e amores.

Muitas pessoas
tomam esse trem a passeio.
Outras fazem a viagem
experimentando somente tristezas.
E no trem há, também, outras que passam
de vagão em vagão, prontas para ajudar quem precisa.

Curioso é considerar que alguns passageiros que nos são tão caros acomodam-se em vagões diferentes do nosso.
Isso nos obriga a fazer essa viagem separados deles. Mas isso não nos impede de, com grande dificuldade, atravessarmos nosso vagão e chegarmos até eles.
O difícil é aceitarmos que não podemos sentar ao seu lado, pois outra pessoa estará ocupando esse lugar.

Essa viagem é assim: cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, embarques e desembarques.
Sabemos que esse trem jamais volta.

Façamos essa viagem da melhor maneira possível, tentando manter um bom relacionamento com todos, procurando em cada um o que tem de melhor, lembrando sempre que,
em algum momento do trajecto poderão fraquejar,
e, provavelmente, precisaremos entender isso.

Nós mesmos fraquejamos algumas vezes.
E, certamente, alguém nos entenderá.

O grande mistério
é que
não sabemos
em qual
parada
desceremos.

E fico pensando:
quando eu descer desse trem sentirei saudades? Sim.

Mas me agarro na esperança de que,
em algum momento, estarei na estação principal,
e terei a emoção de vê-los chegar com sua bagagem,
que não tinham quando embarcaram.

Deixar meus filhos viajando sozinhos será muito triste. Separar-me dos amigos que nele fiz, do amor da minha vida, será para mim dolorido.

E o que me deixará feliz é saber que,
de alguma forma, eu colaborei para que
essa bagagem tenha crescido e se tornado valiosa.

Agora, nesse momento, o trem diminui sua velocidade para que embarquem e desembarquem pessoas.
Minha expectativa aumenta,
à medida que o trem vai diminuindo sua velocidade...

Quem entrará? Quem sairá?

Eu gostaria que você pensasse no desembarque do trem, não só como a representação da morte, mas, também, como o término de uma história,
de algo que duas ou mais pessoas construíram
e que, por um motivo ínfimo, deixaram desmoronar.
Fico feliz em perceber que certas pessoas como nós,
têm a capacidade de reconstruir para recomeçar.

Isso é sinal de garra e de luta, é saber viver,
é tirar o melhor de "todos os passageiros".

Agradeço muito por você fazer parte da minha viagem, e por mais que
nossos assentos não estejam lado a lado,
com certeza, o vagão é o mesmo.

Autor Desconhecido

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Balada da Neve...



"BALADA DA NEVE", por Augusto Gil,

Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
E a chuva não bate assim.

É talvez a ventania:
Mas há pouco,há poucochinho,
nem uma agulha bulia
Na quieta melancolia
Dos pinheiros do caminho...

Quem bate, assim, levemente,
Com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, não é gente,
nem é vento com certeza

Fui ver. A neve caía
Do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!

Olhou-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho,
Passa gente e, quando passa,
Os passos imprime e traça
Na brancura do caminho...

Fico olhando esses sinos
Da pobre gente que avança,
E noto, por entre os mais,
Os traços mininaturais
Duns pezitos de criança...

E descalcinhos, doridos...
A neve deixa inda vê-los,
Primeiro, bem definidos,
Depois, em sulcos compridos,
Porque não podia erguê-los!...

Que quem já é pecador
Sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
Porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...

E uma infinita tristeza,
Uma funda turbação
Entra em mim, fica em mim presa
Caí neve na Natureza
e caí no meu coração.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009


O problema Não É o problema.

O problema É a TUA atitude com o problema!


Kelly Young

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Caros amigos, esta semana andava a dar uma voltinha na Rua de Santa Catarina quando tive conhecimento do
"Movimento Defesa dos Jardins do Palácio de Cristal" e como uma portuense que sou aqui estou a divulgar...

Políticas à parte, quero partilhar convosco que querem destruir os jardins do Palácio de Cristal e construir um Centro de Congressos...

Se bem se recordam há alguns atrás destruiram o Palácio de Cristal, único no País e construiram o Pavilhão de Jogos que nada tem a ver com a preciosidade que os nortenhos tanto se orgulhavam..

Aqui está a prova:





Está na altura de fazermos alguma coisa, eu já assinei a favor do movimento..



Consultem:

www.referendojardinspalaciocristal@gmail.com


http:/defesadopalacio.pegada.net/



Ana Isabel Oliveira

segunda-feira, 27 de julho de 2009



Esta está muito boa!!!

ERA UMA VEZ... 4 funcionários chamados:
Toda-a-Gente, Alguém,
Qualquer-Um e Ninguém.

Havia um trabalho importante para fazer e Toda-a-Gente tinha a certeza
que Alguém o faria. Qualquer-Um podia fazê-lo, mas Ninguém o fez.
Alguém se zangou porque era um trabalho para Toda-a-Gente.
Toda-a-Gente pensou que Qualquer-Um podia tê-lo feito, mas Ninguém
constatou que Toda-a-Gente não o faria. No fim, Toda-a-Gente culpou
Alguém, quando Ninguém fez o que Qualquer-Um poderia ter feito.

Foi assim que apareceu o Deixa-Andar, um 5º funcionário para evitar
todos estes problemas.

domingo, 19 de julho de 2009


" Ame muitas coisas, porque é no amar que reside a verdadeira força. Quem ama muito, conquistará muito, e o que for feito com amor, estará sempre bem feito." Van Gogh

terça-feira, 9 de junho de 2009

terça-feira, 12 de maio de 2009

terça-feira, 28 de abril de 2009

Olá amigas e amigos não se esqueçam de espreitar e dar a conhecer o blogue http://ajudaaluisa.blogspot.com/ que é para ajudar uma amiga de Alvarenga ;)

CINCO LIÇÕES SOBRE COMO TRATAR AS PESSOAS

1 – Primeira lição importante – Senhora da limpeza
Durante o meu segundo ano no ensino superior, o nosso professor deu-nos um teste.
Eu era um aluno consciente e respondi rapidamente a todas as questões até ler a última: "Qual é o nome da mulher que faz a limpeza na escola?"Isto só podia ser uma brincadeira. Eu tinha visto a mulher da limpeza inúmeras vezes.
Ela era alta, cabelo escuro, à volta dos 50 anos, mas como poderia eu saber o nome dela?Eu entreguei o meu teste, deixando em branco a última questão. Mesmo antes da aula terminar, um dos estudantes perguntou se a última questão contava para nota."Absolutamente," respondeu o professor. "Nas vossas carreiras irão encontrar muitas pessoas. Todas são significativas. Elas merecem a vossa atenção e cuidado, mesmo que tudo o que vocês façam seja sorrir e dizer 'olá'."Nunca esquecerei aquela lição. Também aprendi que o nome da senhora era Dorothy.


2. – Segunda lição importante – Boleia na chuva

Uma noite, pelas 11:30 p.m., uma mulher de origem Africana, estava apeada numa autoestrada do Alabama, a tentar aguentar uma valente chuva torrencial. O carro dela tinha avariado e ela precisava desesperadamente de uma boleia. Completamente encharcada, ela decidiu fazer stop ao carro que se aproximava. Um jovem, branco, decidiu ajudá-la, apesar de isto ser uma attitude de bravado naqueles dias de racismo (década de 60). O homem levou-a até um lugar seguro, ajudou-a a resolver a sua situação e arranjou-lhe um taxi. Ela parecia estar com muita pressa, mas mesmo assim tomou nota da morada do jovem e agradeceu-lhe.
Uma semana mais tarde batiam à porta do jovem. Para sua surpresa, uma televisão de ecrãn panorâmico era-lhe entregue à porta. Um cartão de agradecimento acompanhava a televisão.
Dizia: "Muito obrigado por me ajudar na autoestrada na outra noite. A chuva não só encharcou a minha roupa, como o meu espírito. Foi então que você apareceu. Por causa de si consegui chegar ao meu marido antes de ele falecer. Que Deus o abençoe por me ter ajudado e ter servido outros de maneira tão altruísta.Com sinceredidade, Mrs. Nat King Cole.

"3 – Terceira lição importante – Lembra-te sempre daqueles que servem
Nos dias em que um gelado custava muito menos do que hoje, um rapazinho de 10 anos entrou no café de um hotel e sentou-se a uma mesa. Uma empregada de mesa trouxe-lhe um copo de água.
"Quanto custa um gelado de taça?" perguntou o rapazinho. "Cinquenta cêntimos," respondeu a empregada. O rapazinho tirou do bolso uma mão cheia de moedas e contou-as."Bem, quanto custa um gelado simples?" perguntou ele.
A esta altura já mais pessoas estavam à espera de uma mesa e a empregada começava a ficar impaciente.
"Trinta e cinco cêntimos," respondeu ela com brusquidão. O rapazinho contou novamente as suas moedas.
"Vou querer o gelado simples." Respondeu ele. A empregada trouxe o gelado, colocou a conta encima da mesa, recebeu o dinheiro do rapazinho e afastou-se.
O rapazinho terminou o seu gelado e foi-se embora.
Quando a empregada foi levantar a mesa começou a chorar. Encima da mesa, colocado delicadamente ao lado da conta, estavam 3 moedas de cinco cêntimos…Não sei se está a ver, ele não podia comer o gelado cremoso porque queria ter dinheiro suficiente para deixar uma gorjeta à empregada.


4 – Quarta lição importante – O obstáculo no nosso caminho
Em tempos antigos, um rei mandou colocar um enorme pedregulho num caminho. Depois escondeu-se e ficou a ver se alguém retirava a enorme pedra. Alguns dos comerciantes mais ricos do Rei passaram e simplesmente se afastaram da pedra, contornando-a. Alguns culpavam em alta voz o Rei por não manter os caminhos limpos. Mas nenhum fez nada para afastar a pedra do caminho.
Apareceu então um camponês, carregando um molho de vegetais. Ao aproximar-se do pedregulho, o camponês colocou o seu fardo no solo e tentou deslocar a pedra para a berma do caminho. Depois de muito empurrar, finalmente conseguiu. O camponês voltou a colocar os vegetais ás costas e só depois reparou num porta-moedas no sitio onde antes estivera a enorme pedra.
O porta-moedas continha muitas moedas de ouro e uma nota a explicar que o ouro era para aquele que retirasse a pedra do caminho. O camponês aprendeu aquilo que muitos de nós nunca compreendem!Cada obstáculo apresenta uma oportunidade para melhorar a nossa situação.


5 – Quinta lição importante – Dar quando conta
Muitos anos atrás, quando eu trabalhava como voluntário num hospital, conheci uma pequena menina chamada Liz, que sofria de uma doença rara e muito grave. A sua única hipótese de salvamento parecia ser uma transfusão de sangue do irmão mais novo, de cinco anos, que já tinha tido o mesmo problema e sobrevivido milagrosamente, desenvolvendo anticorpos necessários para a combater. O médico explicou-lhe a situação da irmã e peguntou-lhe se ele estaria disponível para dar o seu sangue à sua irmã.Eu vi-o a hesitar por uns instantes, antes de respirar fundo e dizer "sim, eu faço-o se isso a salvar."À medida que a transfusão ía correndo, ele mantinha-se deitado ao lado da sua irmã, sorrindo. Todos nós sorríamos, vendo a cor a regressar à face da menina. Foi então que o menino começou a ficar pálido e o seu sorriso a desaparecer.Ele olhou para o médico e perguntou-lhe, com a voz a tremer, "Será que eu começo a morrer já?". Sendo muito jovem, o menino não compreendeu o médico; ele pensou que teria que dar todo o seu sangué à irmã para a poder salvar.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Olá amigas divas não deixem de ajudar os animais de rua...



sábado, 11 de abril de 2009

Cidade Maravilhosa

Hoje, sábado de Páscoa, estou sem palavras, sem saber o que dizer, por isso e como estou a trabalhar (e ninguém devia de ser obrigado a trabalhar a um sábado) deixo-vos com uma imagem de onde eu gostaria de estar agora!!! Chinelo no dedo, chopinho, a apanhar um solzinho, banhinho de mar... Sonhar não é pecado, lol
Esta cidade maravilhosa apesar de tudo o que ja disseram continua a ser para mim, uma cidade de sonho... Me aguarde...

terça-feira, 7 de abril de 2009

Como Despachar Um Homem Sem Conversa



Sábado, depois de uma tarde fútil de compras, resolvi sentar-me serenamente, numa esplanada nas Antas, na companhia dos meus melhores amigos: óculos de sol e café.

E assisti a uma cena ridiculamente deliciosa.

Virando o meu olhar para a porta do café, reparei que, numa outra mesa ao ar livre, num rapaz, talvez vinte e muitos anos, olhos negros e ansiosos, que olhava fixamente e insistentemente na minha direcção. Evitei dirigir-me novamente para ele: o rapaz parecia mesmo perturbado. Sendo servida pelo empregado, voltei a espreitar: estava de telemóvel na mão, olhando segundo para o visor, segundo para a minha direcção. Mas afinal que raio se estava a passar? Absolutamente nada, afinal eu estava numa mesa mais próxima à saída da esplanada. Pois claro! " Ele está à espera de gaja, típico."

E ela lá apareceu, ao telemóvel, carregadinha de maquilhagem, fazendo-mo lembrar uma daquelas namoradas dos futebolistas que aparecem nas revistas a dizer “Confirmo, estamos separados.” Ou “ Vou abrir o meu negócio.” ( já repararam que elas todas têm um negócio? Muito bom).

Gosto muito de inventar estórias observando anónimos. Farto-me de rir sozinha. Imaginei logo: “ Ora bem: engate da noite passada, sexta à noite, copos e embriaguez… Hum… Ressaca e arrependimento.” Que coisa horrível, queridas divas, assumo a minha costela de voyeur! " Que se lixe, com os meus óculos de sol XL o meu semblante passa despercebido."

A rapariga-com-ar-de-namorada-de-futebolista sentou-se na mesa do lunático, extasiado com a visão da deusa exposta à sua frente, areia demais para o camião dele, ainda conversando no telefone. E aí aconteceu a quebra: ao tentar beijá-la na boca, ela esquivou-se, ignorando-o. Coitado. Não sei que vos diga, mas ela imediatamente ofereceu-lhe uma resposta quase como uma estalada. E assim continuou.

Mas o cromo não deixava de tentar, patético, até que eu desviei o olhar, curiosidade mexeriqueira. Então, ouviu-se em todas as mesas:

- Não acreditas em eu só penso em ti?

Ela levantou-se e abandonou a cena. Como no teatro; e toda a gente a assistir.

Nada. Assim foi. Toda coquette, voltou talvez para o futebolista que, em vez de conversar, prefere, como poderei dizer?... Namorar.

O género masculino, o Marte, ainda não percebeu que quem força uma mulher é como que acordar uma Amazonas dentro dela. Cómico, não é? Mas verdadeiramente qualquer uma de nós é mais bonita sendo livre do que assumindo flirt´s com rapazes idiotas, quase que doidos, que culpa temos? Somos assim!

Ele acabou por ir embora sozinho.
E eu paguei o café.

Sai da minha aba, sai para lá
Sem essa de não puder me ver
Sai da minha aba, sai para lá
Não aturo mais você

domingo, 29 de março de 2009

Oração da Amizade


De bem com a vida ;)
Chegou a Primavera, basta de dias cinzentos, vamos para a rua respirar o cheiro da maresia ao fim da tarde, passeiozinhos no Parque da Cidade, adoptar um animal, tomar café com os amigos!
Esta slide é dedicado a todos (as) que têm irmãos, irmãs, pais, mães, maridos, esposas, amigos (as), que ocupam infinitamente o "banheiro"...

quarta-feira, 25 de março de 2009

A vida é bela!

Com a chegada da Primavera é notório o fluxo de energia positiva que move a maioria das pessoas. O sol radioso, os dias mais longos e as cores das flores fazem verdadeiros milagres!
Se pararem para observar as pessoas na rua, até serão capazes de reconhecer aquele sorriso de felicidade, aquele olhar de certeza que o amanhã será melhor. Sim, a vida é bela! Mas porque é que não nos sentimos assim o ano todo?
Tenho vontade de ir para o campo, meter as mãos à terra e mergulhar nas águas límpidas de um rio! Rebolar num campo repleto de erva verdejante e flores campestres!... Sinto-me embriagada pelas hormonas e pelas endorfinas que o meu corpo segrega, em resposta ao esplendor da Natureza! Devia ser Primavera o ano inteiro... gosto desta sensação!

quarta-feira, 18 de março de 2009

Engolir sapos ;)





Engolir sapos




Passamos a vida a engolir sapos :(


Sapos, papos, tretas engolidas em seco porque muitas vezes não podemos dar resposta! É tipo saco plástico, vai enchendo, enchendo até que um dia rebenta... Vamos engolindo sapos no trabalho, na rua, na fila do supermercado, tudo derivado da falta de educação que circula pelo nosso querido País.. Basta, basta é o que apetece dizer, mas quando o emprego ou a casa estão em risco a liberdade de imprensa fica pelo caminho.


No entanto os sapos também podem ser símbolo de alegria e de sorte. Quem nunca desejou beijar um sapo e este tornar-se um príncipe, lol.. Deixo-vos agora uma imagem de um sapo bem nosso conhecido para ficarmos a reflectir, numas palavras bem simples "Em tempos de crise antes vale rir do que chorar"











segunda-feira, 16 de março de 2009

P... da idade...


PI - p... da idade...


A idade - há quem a aceite bem, há quem a tolere mal.. Os anos vão passando e com eles vão aumentando as experiências e a sabedoria, mas também as rugas e os cabelos brancos. Nos dias de hoje é mais fácil envelhecer com saúde e com bom aspecto mas tb há pessoas q não sabem envelhecer.. A idade está na mente, está no coração. Há pessoas jovens com coração de velhos e há velhos com coração de jovem. Não há idade para o amor :) Vale sempre a pena amar... Agora que mais um aniversário se aproxima, começa o "streSS" oh não! mais um ano!!! mais um ano de alegria, de sucesso, de desilusões.. Mas o que seria de nós sem um pouquinho de tristeza? Se vivessemos todos os dias 100% felizes, não daríamos conta de que a vida é maravilhosa com os seus altos e baixos.. Acho que a idade me está a fazer mal, nunca fui de escrever muito e a verdade é que não fui talhada para grandes escritas.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Encontro no feminino

Vem aí mais uma daquelas datas que serve de desculpa, ainda que não seja necessária desculpa alguma, para um encontro no feminino: O Dia da Mulher. Já estou a imaginar: sair do trabalho à pressa, maquilhar à pressa, apesar da pressa, chegar meio mundo com atraso bem significativo e jantar...nas calmas! Ainda que tadas saibamos como vai correr (corre sempre muito bem) mal podemos esperar ter as conversas do costume: a tipa do trabalho que é uma cínica e anda com todos, o desconhecido que fez um galanteio, o sonho que se teve sem explicação, as coincidências que fazem pensar, o passado que marcou e ainda marca, falar mal dos homens, falar bem dos homens, ir ao WC aos pares porque não se quer caminhar sozinha pelo meio de uma sala repleta de estranhos. Mas estes dias recarregam mesmo a alma e reforçam a alegria! Não há nada como regar a Amizade...e já agora, com uma boa sangria!

quinta-feira, 5 de março de 2009

Mão amiga


Uma imagem vale mais do que mil palavras :) a amizade pode sempre vir de onde menos se espera, por isso vale sempre a pena andar de sorriso espetado na cara, tão grande, maior que o próprio rosto.. Há pequenas coisas que nos fazem sorrir, um gesto, uma flor, um beijo, uma permissão de passagem numa estrada.. Esta imagem faz-me pensar quem ajudou quem?? Com a certeza que os dois juntos foram muito mais felizes :)
HAPPY END :) Always

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Sound-Off ou Dissertação Brejeira sobre o Telemóvel

Existe uma Diva que diz com frequência que “ antigamente não existiam os telemóveis e não deixávamos de nos encontrar, de marcar saídas com os amigos e com os namoradinhos de liceu.” Claro que não. Quando queremos – muito – algo, o algo acaba por vir ao nosso encontro.

Mas a verdade é que, agora, existem os telemóveis… E com ele vieram problemas do quotidiano. Um instrumento prático no nosso dia-a-dia? Um elemento de aproximação ao outro? Evidente; quem não gosta de mandar uma sms só a dizer aquelas coisas tão deliciosamente patéticas tipo “ Amiga, comprei uns sapatos que vais amar!” ou “ Querida, vou sair com o André!!! Finalmente! Estou tão feliz! Adoro-te!” É praticamente instantâneo expor os sentimentos levemente – e não levianamente – nesta pequena máquina à mão dos nossos dedos, facilitando o que, por vezes, é difícil de se dizer pessoalmente. E quanto à chamada telefónica propriamente dita… Vá lá, temos de contar a nossa atarefadíssima vida quase que in loco, mesmo se nesse dia até lanchamos com aquela amiga a quem contamos tudo. É óbvio que temos de contar o que se passou nas horas após a tarde!

Confesso que, pessoalmente, já passei algumas destas fases. O nível agora é outro – não que seja melhor, mas sim porque… Já não tenho tanto saco. Utilizo ainda aquela mensagem do beijinho e do abraço, do memo para aquele livro ou aquele filme. Mas, por vezes, falar ao telefone cansa… Não com quem se é próximo mas com aquele Amigo Social que liga à hora do jantar e que se nós não atendemos, e ele insiste. E quando finalmente atendemos porque já não podemos ouvir o telefone a tocar – Silêncio! Há o modo Silêncio, porque não se usa???- e ele pergunta automaticamente “ Onde estás?” - como se tivesse alguma coisa a ver com isso… Ou então sim, desligamos o "nosso" On e deixamos que ele toque, e toque e toque. No dia a seguir, oh, que maçada!, nós até trabalhamos e não podemos retornar a chamada. E acabamos por saber, nessa noite, noutro telefonema qualquer, que, afinal, esse nosso Amigo Social até amuou porque não devolvemos o contacto, porque não mandamos uma mensagem, porque não saímos da reunião do emprego para atendermos ou porque estivemos no quarto de banho todo o dia devido a uma intoxicação alimentar e não perdemos cinco minutos para falar com ele! Eu sei, assim é porque, no meu caso, assim permito. Mas alguém ousa negar que há uma violação de privacidade – e não invasão, pois é muito mais do que isso – nessa peça tão fofinha, de várias toques, com temas da Hello Kitty e da Pucca, com toques personalizados, fotos dos namorados e mensagens carinhosas guardadas à mais de dez anos atrás pois, afinal, era uma sms tão riquinha?

Queridas Divas, contactem-me. Sempre que quiserem. Sabem bem que estive, estou e estarei sempre aí. Mas deixo uma sugestão. E passo a explicar: hoje falei com uma pessoa querida que me contou que, após o jantar, senta-se no sofá com o marido e enfia o telemóvel debaixo do rabiosque dela. Não o ouve nem se tenta a ir ver quem telefonou; e não se culpabiliza de o ter desligado. De certa forma uma atitude… Como poderei dizer… Invulgar? Ora pois, mas sinto que, quando toca a meninas e meninos caprichosos – os tais Amigos Sociais - que não fazem mais nada na vida a não ser usar e abusar do telemóvel num espaço que não lhes pertence, a vontade é dizer, categoricamente:

- You´re a Pain In The Ass!

Daí concordar com a minha amiga: literalmente, ela guarda-o no sítio mais certeiro!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Há hora para Lanchar?

Certa vez disseram-me: "Não conheço ninguém que valorize tanto a Hora do Lanche como tu!". A pessoa não compreendeu a essência desta pérola do dia-a-dia que é a Hora do Lanche. Não interessa o alimento, o que interessa é que nesses poucos instantes se regam amizades, se põe em dia a conversa, provavelmente a mesma conversa de sempre, mas o que realmente importa é o estar. É graças à Hora do Lanche, que ainda se mantêm vivos os laços que muitos casamentos, empregos e filhos desfazem...e agora pergunto, para quando é o próximo lanche?

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Todas diferentes, todas iguais, o mesmo sonho ;) Passam temporais, tempestades, vendavais, voa por vezes a esperança por um mundo melhor, mas logo, uma conversa, um sorriso, tudo muda...
Os anos passaram e nós também mudamos, mudamos de casa, profissão, algumas casaram, tiveram filhos, outras continuam eternamente adolescentes "séniores", mas sempre com a mesma essência, os mesmos aromas, a mesma amizade.
Uma mensagem, um telefonema, um lanche ao fim da tarde, o mesmo riso, a mesma gargalhada, o mesmo incómodo para quem passa e pensa porque se riem tanto em tempo de crise.
Já os mais sábios disseram, a crise reforça os laços e é nisso que temos de nos agarrar, porque há sempre uma voz, uma luz, um carinho!!
Para os que já partiram vai haver sempre uma lembrança, um sorriso e a esperança de nos voltarmos a encontar.
Um beijo muito especial para a nossa amiga Gisela, que nos deixou sem aviso...

sábado, 10 de janeiro de 2009

Essa Doce Melodia


Quem assobia por entre as marés sabe que é feliz. O assobio é a resposta fantasiosa que se dá à Alegria quando nos surge através de ondas e que nos faz lembrar as peças importantes do nosso Caminho: a bóia de praia que encontramos nos arrumos da casa dos pais, o bilhete do primeiro concerto dos U2, o caderno espiral do preparatório com dedicatórias de amor e outros disparates. As fotos de uma manhã no meio de uma serra, as amigas dispostas como um jogo de mesa: sem objectivos, mas com um propósito: ser alegres ao som de melodias.

Observando-as daqui, conservo na memória as diferenças de todas que ainda se mantém: as que fumam sacodem o cabelo como quem pretende expor sem dar; as de ténis nos pés têm ganchos nos cabelos. Há quem corte o cabelo só porque mulher que é mulher é camaleão e ainda quem não corte como Sansão, com força na mesma mesmo sendo careca. As que gritam de revolta, choram nos braços das desapegadas; as relaxadas sujam constantemente a camisa de seda nos almoços de amigas – cada vez mais raros, cada vez melhores.

O Agora é tão igual quando cantas a mesma música. Os trejeitos de quem canta, os passos de quem dança. De panelas e tachos na mão se faz uma banda. E uma Vida. E a luz que se lança para a memória é tão límpida como o assobio na praia, biquíni vestida, uma de topless. Contagem de tempo em que tudo se quer fazer mas nada é importante quando te deitas na toalha e filtras o sol e dizes para as tuas amigas “ E se logo fossemos aquele bar onde trabalha aquele gato da faculdade?” Há quem goste das aulas, há quem desista pelo caminho de ser feliz com o curso: apenas com as amigas.

E há quem cresça. A cantar. Sempre a cantar. Em uníssono. Saltos altos, saias curtas, amores precoces, paixões escondidas, ui!, já? Filhos no colo. Mulher que é mulher é camaleão. E mulher que é mulher tem de pôr rímel, nem que se seja para comprar um raminho de salsa. Pérolas perdidas nas fotos e nas recordações das músicas que ouvimos juntas.

A Palavra é outra amiga nossa no passeio das aventuras, primeiro idiotas, depois glamourosas. Como sempre. Como somos.

Vamos escrever um bocadinho?