Existe uma Diva que diz com frequência que “ antigamente não existiam os telemóveis e não deixávamos de nos encontrar, de marcar saídas com os amigos e com os namoradinhos de liceu.” Claro que não. Quando queremos – muito – algo, o algo acaba por vir ao nosso encontro.
Mas a verdade é que, agora, existem os telemóveis… E com ele vieram problemas do quotidiano. Um instrumento prático no nosso dia-a-dia? Um elemento de aproximação ao outro? Evidente; quem não gosta de mandar uma sms só a dizer aquelas coisas tão deliciosamente patéticas tipo “ Amiga, comprei uns sapatos que vais amar!” ou “ Querida, vou sair com o André!!! Finalmente! Estou tão feliz! Adoro-te!” É praticamente instantâneo expor os sentimentos levemente – e não levianamente – nesta pequena máquina à mão dos nossos dedos, facilitando o que, por vezes, é difícil de se dizer pessoalmente. E quanto à chamada telefónica propriamente dita… Vá lá, temos de contar a nossa atarefadíssima vida quase que in loco, mesmo se nesse dia até lanchamos com aquela amiga a quem contamos tudo. É óbvio que temos de contar o que se passou nas horas após a tarde!
Confesso que, pessoalmente, já passei algumas destas fases. O nível agora é outro – não que seja melhor, mas sim porque… Já não tenho tanto saco. Utilizo ainda aquela mensagem do beijinho e do abraço, do memo para aquele livro ou aquele filme. Mas, por vezes, falar ao telefone cansa… Não com quem se é próximo mas com aquele Amigo Social que liga à hora do jantar e que se nós não atendemos, e ele insiste. E quando finalmente atendemos porque já não podemos ouvir o telefone a tocar – Silêncio! Há o modo Silêncio, porque não se usa???- e ele pergunta automaticamente “ Onde estás?” - como se tivesse alguma coisa a ver com isso… Ou então sim, desligamos o "nosso" On e deixamos que ele toque, e toque e toque. No dia a seguir, oh, que maçada!, nós até trabalhamos e não podemos retornar a chamada. E acabamos por saber, nessa noite, noutro telefonema qualquer, que, afinal, esse nosso Amigo Social até amuou porque não devolvemos o contacto, porque não mandamos uma mensagem, porque não saímos da reunião do emprego para atendermos ou porque estivemos no quarto de banho todo o dia devido a uma intoxicação alimentar e não perdemos cinco minutos para falar com ele! Eu sei, assim é porque, no meu caso, assim permito. Mas alguém ousa negar que há uma violação de privacidade – e não invasão, pois é muito mais do que isso – nessa peça tão fofinha, de várias toques, com temas da Hello Kitty e da Pucca, com toques personalizados, fotos dos namorados e mensagens carinhosas guardadas à mais de dez anos atrás pois, afinal, era uma sms tão riquinha?
Queridas Divas, contactem-me. Sempre que quiserem. Sabem bem que estive, estou e estarei sempre aí. Mas deixo uma sugestão. E passo a explicar: hoje falei com uma pessoa querida que me contou que, após o jantar, senta-se no sofá com o marido e enfia o telemóvel debaixo do rabiosque dela. Não o ouve nem se tenta a ir ver quem telefonou; e não se culpabiliza de o ter desligado. De certa forma uma atitude… Como poderei dizer… Invulgar? Ora pois, mas sinto que, quando toca a meninas e meninos caprichosos – os tais Amigos Sociais - que não fazem mais nada na vida a não ser usar e abusar do telemóvel num espaço que não lhes pertence, a vontade é dizer, categoricamente:
- You´re a Pain In The Ass!
Daí concordar com a minha amiga: literalmente, ela guarda-o no sítio mais certeiro!
Mas a verdade é que, agora, existem os telemóveis… E com ele vieram problemas do quotidiano. Um instrumento prático no nosso dia-a-dia? Um elemento de aproximação ao outro? Evidente; quem não gosta de mandar uma sms só a dizer aquelas coisas tão deliciosamente patéticas tipo “ Amiga, comprei uns sapatos que vais amar!” ou “ Querida, vou sair com o André!!! Finalmente! Estou tão feliz! Adoro-te!” É praticamente instantâneo expor os sentimentos levemente – e não levianamente – nesta pequena máquina à mão dos nossos dedos, facilitando o que, por vezes, é difícil de se dizer pessoalmente. E quanto à chamada telefónica propriamente dita… Vá lá, temos de contar a nossa atarefadíssima vida quase que in loco, mesmo se nesse dia até lanchamos com aquela amiga a quem contamos tudo. É óbvio que temos de contar o que se passou nas horas após a tarde!
Confesso que, pessoalmente, já passei algumas destas fases. O nível agora é outro – não que seja melhor, mas sim porque… Já não tenho tanto saco. Utilizo ainda aquela mensagem do beijinho e do abraço, do memo para aquele livro ou aquele filme. Mas, por vezes, falar ao telefone cansa… Não com quem se é próximo mas com aquele Amigo Social que liga à hora do jantar e que se nós não atendemos, e ele insiste. E quando finalmente atendemos porque já não podemos ouvir o telefone a tocar – Silêncio! Há o modo Silêncio, porque não se usa???- e ele pergunta automaticamente “ Onde estás?” - como se tivesse alguma coisa a ver com isso… Ou então sim, desligamos o "nosso" On e deixamos que ele toque, e toque e toque. No dia a seguir, oh, que maçada!, nós até trabalhamos e não podemos retornar a chamada. E acabamos por saber, nessa noite, noutro telefonema qualquer, que, afinal, esse nosso Amigo Social até amuou porque não devolvemos o contacto, porque não mandamos uma mensagem, porque não saímos da reunião do emprego para atendermos ou porque estivemos no quarto de banho todo o dia devido a uma intoxicação alimentar e não perdemos cinco minutos para falar com ele! Eu sei, assim é porque, no meu caso, assim permito. Mas alguém ousa negar que há uma violação de privacidade – e não invasão, pois é muito mais do que isso – nessa peça tão fofinha, de várias toques, com temas da Hello Kitty e da Pucca, com toques personalizados, fotos dos namorados e mensagens carinhosas guardadas à mais de dez anos atrás pois, afinal, era uma sms tão riquinha?
Queridas Divas, contactem-me. Sempre que quiserem. Sabem bem que estive, estou e estarei sempre aí. Mas deixo uma sugestão. E passo a explicar: hoje falei com uma pessoa querida que me contou que, após o jantar, senta-se no sofá com o marido e enfia o telemóvel debaixo do rabiosque dela. Não o ouve nem se tenta a ir ver quem telefonou; e não se culpabiliza de o ter desligado. De certa forma uma atitude… Como poderei dizer… Invulgar? Ora pois, mas sinto que, quando toca a meninas e meninos caprichosos – os tais Amigos Sociais - que não fazem mais nada na vida a não ser usar e abusar do telemóvel num espaço que não lhes pertence, a vontade é dizer, categoricamente:
- You´re a Pain In The Ass!
Daí concordar com a minha amiga: literalmente, ela guarda-o no sítio mais certeiro!